Sacada nipônica

Essa história de ter de usar pneus moles e duros na Fórmula 1?

Achei bem bolado, mesmo! Cada um terá um período mais rápido por algum tempo. É mais um tempero para a disputa deste ano, que terá quatro brigando pelo título - já coloca Lewis Hamilton na lista.

Mas quem vai sair lucrando é a Bridgestone. Com essa bolinha redonda, do que vai ter de câmeras filmando os pneus com a marca japonesa estampada, vai ser uma grandeza. Se mudar o que difere os compostos, muitas gente, também, filmará enquanto os pneus estiverem cobertos.

998

E a Fifa legitimou a lista de gols de Romário. Faltam, realmente, dois gols para o Baixinho.

Pena que eu estarei no Rio de Janeiro. Uma pena!

O carro do Schumi termina em qual lugar?

Diferente do habitual, GP da Austrália, que abriu a temporada 2007 da Fórmula 1, foi modorrento. Sem emoção alguma. Kimi Raikkonen largou na frente e terminou na mesma posição, perdendo a liderança apenas quando parou nos boxes e sofreu apenas um susto, quando, no fim da prova, deu uma leve escapada.

Fernando Alonso terminou logo atrás, mas não teve um começo muito bom. Largou mal e perdeu posições para Nick Heidfeld, que completou em quatro, e o estreante Lewis Hamilton, que já mostrou do que é capaz. Foi o terceiro, conquistando seu primeiro pódio, chegou a liderar a prova e só não terminou na frente do bicampeão pois pegou trâfego antes de fazer seu último pitstop.

Felipe Massa largou na última posição, já que a Ferrari trocou seu motor para não ter outro dano além do que teve no câmbio durante os treinos, que deixou o piloto na 16ª posição na classificação, terminou em sexto, após muitas ultrapassagens, mas não superou Giancarlo Fisichella no final da prova. Valeram os três pontos na mão do que os quatro voando.

Mas se fosse o Schumacher...

Rubens Barrichello tratou de colocar a Honda à frente da filial Super Aguri, terminou em 11º, deixando Takuma Sato em 12º. Com o carro ruim que tem, o brasileiro fez uma boa corrida. Realizou algumas ultrapassagens no início da prova e só não foi melhor por uma falha na tática da equipe, que não permitiu que o brasileiro superasse seu companheiro Jenson Button, dois segundos mais lento por volta. Foram muitos giros atrás do inglês.

A imagem da corrida foi o acidente entre David Coulthard e Alexander Wurz. O escocês esqueceu como se pilota e forçou uma ultrapassagem, que só aconteceria em raio-x. Seu carro voou por cima do monoposto da Williams. O austríaco viu bem de pertinho o logo da Red Bull.

Ponto negativo da corrida foi Heikki Kovalainen. Substituindo Fernando Alonso na Renault, o finlândes mostrou que não é nada experiente, como o próprio falou antes de virar titular da equipe, usando como base seu período como piloto de testes do time. Foi um show de barbeiragem, isso sim. A cada rodada dele, era um close em Nelsinho Piquet, reserva da equipe francesa.

Bom, de barbeiragem também deve a rodada de Mark Webber, piloto local, na entrada dos boxes e de Christijan Albers que errou o pedal e acelerou ao invés de frear, mas esses sempre provaram ter esses dotes.

Resultados (notas):

1) Kimi Raikkonen (Fin) Ferrari, 58 voltas em 1h25min28s770 (10)
2) Fernando Alonso (Esp) McLaren-Mercedes, a 7s242 (7)
3) Lewis Hamilton (Ing) McLaren-Mercedes, a 18s595 (8,5)
4) Nick Heidfeld (Ale) BMW Sauber, a 38s763 (7)
5) Giancarlo Fisichella (Ita) Renault, a 1min06s469 (6,5)
6) Felipe Massa (Bra) Ferrari, a 1min08s805 (7,5)
7) Nico Rosberg (Ale) Williams-Toyota, a 1 volta (8)
8) Ralf Schumacher (Ale) Toyota, a 1 volta (7)
9) Jarno Trulli (Ita) Toyota, a 1 volta (6)
10) Heikki Kovalainen (Fin) Renault, a 1 volta (0)
11) Rubens Barrichello (Bra) Honda, a 1 volta (6,5)
12) Takuma Sato (Jap) Super Aguri-Honda, a 1 volta (7)
13) Mark Webber (Aus) Red Bull-Renault, a 1 volta (4,5)
14) Tonio Liuzzi (Ita) Toro Rosso-Ferrari, a 1 volta (5)
15) Jenson Button (Ing) Honda, a 1 voltas (3)
16) Anthony Davidson (Ing) Super Aguri-Honda, a 2 voltas (4,5)
17) Adrian Sutil (Ale) Spyker-Ferrari, a 2 voltas (2,5)

Abandonaram
Alexander Wurz (Aut) Williams-Toyota (4,5)
David Coulthard (Esc) Red Bull-Renault (3)
Scott Speed (EUA) Toro Rosso-Ferrari (4)
Robert Kubica (Pol) BMW Sauber (6)
Christijan Albers (Hol) Spyker-Ferrari (0)

Esse mundinho nosso...

Parece incrível, mas não é! E quem me garante é um amigo meu!

Um dos grandes portais brasileiros contratou um novo office-boy. Interessante foi seu critério de seleção, que ainda tento descobrir qual é, já que o rapaz, um baiano que vive em São Paulo há um ano, nunca havia andado de metrô antes do novo emprego.

Vá entender!

No lugar de Schumacher, Kimi segue a linha do alemão: é o primeiro

AP

Kimi Raikkonen deixa o pé-frio, para não dizer gelado, de lado e conquista a pole-position para o GP da Austrália, o primeiro da temporada 2007. O finlandês, estreando pela Ferrari, deixa seu cartão de visitas para a equipe italiana. Na briga interna, o "Iceman", em circunstâncias normais, não deverá ter dificuldades para terminar à frente de Felipe Massa. O brasileiro teve problemas no câmbio durante a segunda parte da classificação e partirá apenas em 16º.

A segunda colocação no grid será de Fernando Alonso, da McLaren. Seu companheiro, Lewis Hamilton, partirá em quatro. Ficou a leve impressão de que ambos estão com um pouco mais de gasolina no tanque, já que o equilibrio que vinha ocorrendo nas duas primeira sessões da classificação foi destoado na Superpole. Entretanto, pode ser que a Ferrari andou apenas para o gasto quando, teoricamente, não valia nada.

A BMW Sauber mostrou que está um pouco à frente da Renault neste início. Nick Heidfeld sai em terceiro e Robert Kubica em quinto, enquanto Giancarlo Fisichella é o sexto e Heikki Kovalainen é apenas o 13º - isso que ele já se dizia experiente na F-1, devido seus milhares de quilômetros adqüiridos nos testes.

Festa mesmo deve ocorrer nos boxes da Super Aguri, uma espécie Honda B. Do fundo do grid em 2006, pulo para a Superpole em 2007. Takuma Sato sairá em 10º. Anthony Davidson ainda ficou à frente da "matriz", partindo em 11º, deixando Jenson Button em 14º e Rubens Barrichello em 17º. A Honda vai caindo pelas tabelas, mas qual o motivo? O carro não é o mesmo da Super Aguri, com uma mudança na asa dianteira? Se esse for o milagre, que "copie" o carro do time do Aguri-san!

Mas, em tese, a Honda tem um modelo mais confiável, já que teve seu carro mais testado que da "filial". Na corrida, isso pode mudar.

Quer dizer, na corrida, tudo pode mudar. Automobilismo é muito dinâmico, demais. Por isso sou apaixonado por esse esporte. Um probleminha, um jogo de pneus no "jeito" pra sentar a bola, uma tática diferente, um acidente... pode mudar toda uma prova.

Minha aposta é em Kimi Raikkonen - sai, zica -, com Lewis Hamilton e Robert Kubica logo atrás. Fernando Alonso não terá uma de suas melhores corridas. Felipe Massa será o quinto e Rubens Barrichello arrastará seu carro para o 11º lugar.

Os motores roncaram

Começou a Fórmula 1 na temporada 2007! Os resultados dos treinos livres para o GP da Austrália mostraram tudo o que se esperava: um duelo entre Felipe Massa e Fernando Alonso, com Kimi Raikkönen de olho.

Mas estes treinos não podem dizer muita coisa. Foi mais um aprendizado do carro com a pista e uma guerra psicológica entre os pilotos, apesar de muitos nem ligarem muito para tal treino.

Destaques também para Sebastien Vettel e Kosuke Nakajima, pilotos de testes da BMW Sauber e da Williams, respectivamente. Na primeira sessão, liderada por Alonso, foram terceiro e sexto melhores. Já na segunda, quando Massa foi o melhor, não entraram na pista.

Vi também que a Renault está igual um time de futebol que perde sua referência e não consegue uma reposição a altura. Se fosse no futebol, seria a típica equipe que não se planeja, já que a saída de seu craque, que no caso é Fernando Alonso, não foi reposta a altura, ou perto disso, mesmo sabendo que o espanhol sairia com um ano de antecedência.

Deram a chance para Heikki Kovalainen. Justo, pelo trabalho feito como piloto de testes da equipe. Mas Fisichella? O cara já deu o que tinha que dar. Mas a clara impressão é de que ele é só um tampão. Assim que o finlandês estiver experiente, com vivência de corridas, ele saí. Até lá, é tempo de Nelsinho Piquet ter pego a mão do carro com seus testes. E tem gente que aposta no brasileiro já para este ano.

Decepção ou surpresa? Não sei se enalteço o desempenho da Super Aguri, que ficou em 11º com Davidson e em 13º com Sato, ou critico a Honda, "mãe" da SA" que, com Jenson Button e Rubens Barrichello, ficaram atrás do japonês.

Por fim, deixei para falar de Lewis Hamilton. Como as coisas estão indo, estou certo de que o primeiro negro na categoria ganhará uma prova em sua temporada de estréia. A McLaren e Ferrari devem monopolizar os primeiros lugares, deixando uma brecha para a BMW Sauber ou para outra zebra, sendo assim, com o azar costumeiro de Raikkonen e algum entrevero de Alonso ou Massa, basta ele se colocar atrás deles e esperar o que pode acontecer.

Ainda assim, o rapaz provou ser rápido por onde passou. Se tiver sorte, vence, com certeza. E outra: se a sorte está do lado de quem tem competência, esse aí também tem.

PS: Galvão Bueno começará a transmissão de amanhã assim: "Massa já foi o primeiro no primeiro dia! Haja coração! Este ano ele tem tudo para dar muitas alegrias ao povo brasileiro e, quem sabe, conquistar o título tão sonhado para o Brasil". E Reginaldo Leme lamberá o saco dele.

Cara de um...

Em uma conversa de buteco, eu e alguns amigos colocamos, hipoteticamente, jogadores da Europa em times de São Paulo. O critério seria a "cara" e o "jeito" de cada um. Vou começar com os da França.

Corinthians

David Trezeguet
Fabien Barthez
William Gallas
Franck Ribery
Pascal Chimbonda
Djibril Cissé
Florent Malouda

Palmeiras

Jean-Alain Bounsong
Mikael Silvestre
Willy Sagnol
Zinedine Zidane - tem um jeitão de palmeirense. Não sei se é pela careca igual do Marcos.
Louis Saha

Santos

Gregory Coupet
Eric Abidal
Sylvain Wiltord
Alou Diarra

São Paulo

Patrick Vieira
Claude Makelele
Vikash Dhorasoo
Sidney Govou
Gael Givet

Semana Libertadores

Uma semana mais ou menos para o Brasil na Libertadores.

O Inter foi sapecado pelo Vélez Sársfield por 3 a 0 e está em situação complicadíssima. Sua próxima partida será diante do mesmo adversário, só que no Beira-Rio. Os campeões do mundo precisam vencer o jogo. Caso contrário, podem ser eliminados da competição, após apenas quatro jogos.

O Grêmio foi até a Colômbia e sofreu a primeira derrota no ano ao perder para o Tolima, líder de seu grupo, por 1 a 0. O Tricolor não está em situação desesperada, já que pegará o adversário no Olímpico e poderá retomar a ponta da tabela. Em caso de derrota, ficará ameaçado por Cúcuta ou Cerro Portenho. Mas, em todo caso, é só fazer o dever de casa.

O Santos atropelou o Gimnasia y Esgrima por 3 a 0, com golaço de Zé Roberto, que está jogando muita bola. Muita bola mesmo. Apesar de ter batido o time argentino, é de se lembrar que os adversários estão poupando os titulares, já que o Campeonato Argentino tem preferência para eles. O que vale é a vitória, mas o rival é o saco de pancadas do grupo.

O outro duelo da semana, nem como se julgar. Foi Paraná 0 x 1 Flamengo. Dois brasileiros. A nota triste foi a lesão de João Victor, que fraturou o braço após chute involuntário de Souza. Uma cirurgia foi realizada e bem-sucedida.

Ainda falta o São Paulo, que terá uma pedreira na semana que vem: vai até Aguascalientes, no México, enfrentar o Toluca. Que dureza!

Motores quase ligados

Caraca, a F-1 começa nesse final de semana e eu nem me dei conta.

Mas notei que muita gente aponta Felipe Massa como favorito. O botucatuense tenta se esquivar da pressão, a mesma que caiu no colo de Rubens Barrichello após a morte do Senna. Essa de Massa é um pouco menor, mas é uma baita responsabilidade. É com ele que o Brasil vai - se for - sair da fila de 16 anos sem títulos na categoria.

Aliás, se separarmos a Grã-Bretanha, o Brasil, com oito, é o país com o maior número de títulos na história.

O engraçado é que poucos holofotes tem iluminado Fernando Alonso. É verdade que a Ferrari sobrou na última prova do ano passado, onde, Massa, sem esforço algum, fez a pole e levou o GP Brasil. É verdade que a Ferrari também foi melhor nos testes de inverno. Mas é verdade que o espanhol é o bicampeão mundial e bateu Schumacher quando tudo conspirava a favor do alemão.

Kimi Raikkonen é a aposta da Ferrari, mas muita gente, dentro da própria equipe, aponta Massa como o piloto mais forte.

Tirando estes, só se Heikki Kovalainen e Lewis Hamilton amadurecerem muito rápido na F-1 para tirar o título do trio - para não falar dupla, sendo restrito a apenas Alonso e Massa. Fisichella não fará nem cócegas.

A BMW vem forte, como os testes mostraram. Pode ser que vitórias virão, mas não falo em título. Honda e Toyota seguem na promessa.

Red Bull vai tentar alguns pódios, ainda mais com um motor Renault e um carro criado pelo "Mago" Adrián Newey. A Toro Rosso, a equipe júnior da marca dos touros vermelhos, pode vir no embalo com seus propulsores Ferrari.

A Super Aguri pensa que pode surpreender, assim como a Spyker e a tradicional Williams, mas amargarão o final do grid mesmo.

Em nome da moda

E o novo uniforme do Pan? Vi que tem coisas bonitas, mas alguém me explica o que é a camisa do futsal, por exemplo?

Vou ver tudo com mais detalhes, mas meu veridicto é que o uniforme do Pan 2003 e Olímpiadas 2004 estavam muitooo melhor.

 

Naldo quem?

Alguém pode me falar quem é Naldo? Só sei que joga no Werder Bremen.

Eu conheço Alex Silva, Miranda, André Dias, Fabão, David, Fabiano Eller, Adaílton... bom paro nesses, viu, Dunga?

Tudo segue igual...

Não falei, não falei! Sei tudo! Apostei 1 a 1 e o clássico terminou desta forma.

Mas foi apenas um chute. O jogo foi bom e o resultado justo, da mesma forma que seria se o São Paulo ou Santos ganhasse.

O Tricolor teve chances mais claras de gol. Fábio Costa fez, pelo menos, quatro intervenções que seriam gols. Certamente. O camisa 1 santista, com certeza, foi o melhor em campo.

O Santos merecia ganhar, também, pelo maior volume de jogo no segundo tempo. Teve algumas chances e um gol horrivelmente anulado por Ana Paula de Oliveira. A bandeirinha ainda pediu desculpas para Vanderlei Luxemburgo, inclusive durante o jogo.

O gol no final do Santos, feito por Carlinhos, em um belo chute de fora da área, definiu o placar, anteriormente inaugurado por outro lateral, só que o do São Paulo. Ilsinho recebeu um passe de Hugo, que acabara de entrar, já na pequena área e só empurrou para dentro do gol.

No fim, o empate termina bom para os dois times. O Santos segue líder e o São Paulo, em seu encalço, amplia sua invencibilidade, que agora chega a marca de 28 jogos sem derrota.

Um SanSão de arrepiar

Santos e São Paulo segue na ponta do Campeonato Paulista e praticamente classificados para as semifinais da competição. Certamente um será o primeiro e outro segundo na primeira fase da competição.

O clássico deste domingo, na Vila Belmiro, será fundamental na briga pela ponta da tabela.

Apontar que este dois serão os finalistas é perigoso, até porque São Caetano, Paulista, Noroeste e Bragantino estão bem e serão pedras no sapatos dos dois.

Palmeiras e Corinthians? Não acredito neles.

Bom, mas voltando ao duelo Santos e São Paulo...

Nos últimos anos, este tem sido o clássico mais empolgante de São Paulo, senão do Brasil.

Me baseio nisso pelo fato dessas equipes estarem sempre entre os primeiros em todas as competições que disputam nos últimos cinco anos. Vejam:

Santos

2002
Campeão Brasileiro

2003
Vice-campeão e da Libertadores

2004
Bicampeão brasileiro

2006
Campeão Paulista e quarto no Brasileiro - vaga na Libertadores 2007

São Paulo

2003
Terceiro no brasileiro - vaga na Libertadores 2004

2004
Semifinalista na Libertadores e terceiro no Brasileiro - vaga na Libertadores 2005

2005
Campeão Paulista, tricampeão da Libertadores e Mundial

2006
Vice-campeão Paulista, da Libertadores e da Recopa Sul-Americana
Tetracampeão Brasileiro

Que cartel, não? Neste cinco anos, Santos e São Paulo fizeram o que diversos clubes do Brasil e do Mundo (basta ver que o Barcelona ainda não conquistou nenhum mundial) não conquistaram em toda sua história.

Acredito que este clássico será um dos mais disputados dos últimos tempos. Mais até que o último, que terminou em 1 a 0 para o São Paulo, com gol de Mineiro, em plena Vila Belmiro.

Por tamanho equilíbrio, acredito que a partida terminará empatada. 1 a 1 é o placar que acredito.

Depois do Titanic, a Seleção

Saiu a lista do Dunga para os amistosos na Suécia, contra o Chile e Gana, marcados para o dia 24 e 27 deste mês.

Helton e Dudu Cearense parecem ser os novos "cativados" pelo treinador da seleção. Só pra ficar em dois exemplos, Rogério Ceni e Lucas mereciam essa vaga.

Mas o meu destaque fica para Ilsinho, do São Paulo, que foi convocado pela primeira vez.

Vou contar uma breve história do lateral.

Lembro-me que vi o polêmico jogo entre Palmeiras A e Palmeiras B na Copa São Paulo de Futebol - ainda- Júnior.

Estevam Soares, treinador do profissional palmeirense, criticou o técnico do time A por deixar Ilsinho no banco. Quando o jogador entrou, Soares admitiu que promoveria o lateral ao elenco principal.

Logo depois, Estevam foi demitido e Ilsinho seguiu nos juniores.

Alguns técnicos passaram pelo Palmeiras, até Leão desembarcar por lá. A diretoria apontou para a promoção de Ilsinho, mas o treinador preferiu a contratação de Amaral, jovem lateral que defendia o Fortaleza.

Leão não teve vinda longa no Palmeiras. Tite assumiu e deu a camisa de titular para Ilsinho, que disputou seis partidas pelo Verdão e seu contrato acabou. Um acordo com o Villareal não deu certo e ele "pulou o muro" e apareceu no São Paulo.

Campeão Brasileiro pelo Tricolor, contou diversas histórias de que não foi bem tratado no clube que o revelou e chegou a dizer que "deixou o Titanic".

Quer dizer: deixou o Titanic para jogar na Seleção Brasileira.

E aliás, ontem o Palmeiras chutou um balde de 20 litros de leite tirado diretamente da vaca. Enfiou 3 a 0 no Corinthians e, em casa, perdeu para o Noroeste.

A rodada era mais que excelente para o time palestrino: uma vitória bastava para entrar no G4 do Campeonato Paulista. Agora, segue na luta - e que luta - para se classificar.

Dólares e euros para a ONU

Li uma notícia de que a ONU (Organização das Nações Unidas) acredita que a produção do etanol brasileiro pode acarretar em problemas para o meio-ambiente.

Também li as justificativas e concordei com todas. Antes de tudo, como a própria ONU diz, deve-se conhecer os riscos da produção de um biocombustível.

Mas, peraí! Os riscos não são os mesmo que nos EUA, Inglaterra, Holanda, Andorra, Tailândia, Tonga ou qualquer ilhota ou pedaço de terra perdido por aí?

Ah, mas a ONU está cada vez mais vendida. Digo até que está igual juiz de futebol, que, na dúvida, apita pro time de maior camisa.




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